SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

CNPJ/MF nº 60.517.984/0001-04
Fundação:
25/27 de janeiro de 1930 (16 de dezembro de 1935).
Apelidos: O Mais Querido, Clube da Fé, SPFC, Tricolor Paulista.

Esquadrão de Aço (30-34), Tigres da Floresta (30-35), Rolo Compressor (38-39, 43-49), Tricolor do Canindé (44-56), Rei da Brasilidade (50-60), Tricolor do Morumbi (60-), Máquina Tricolor (80/81), Tricolaço (80/81), Menudos do Morumbi (85-89), Máquina Mortífera (92/93), Expressinho Tricolor (94), Time de Guerreiros (2005), Soberano (2008), Jason (08-09).

Mascote: São Paulo, o santo.

Lema: Pro São Paulo FC Fiant Eximia (Em prol do São Paulo FC façam o melhor).

Endereço: Pr. Roberto Gomes Pedrosa, 1. Morumbi; São Paulo - SP.
CEP: 05653-070.
Site Oficial: www.saopaulofc.net ou www.spfc.com.br

E-mail: site@saopaulofc.net
Departamento Amador: esportesamadores@saopaulofc.net

Telefone: (55-0xx11) 3749-8000. Fax: 3742-7272.

domingo, 23 de julho de 2017

Convocação para a Guerra

Literalmente. Publicado originalmente no jornal Correio de S. Paulo, de 14 de julho de 1932.


Era a chamada Revolução (ou Revolta) Constitucionalista de 1932. Sabe-se que os jogadores Friedenreich e Faria estiveram em combate. El Tigre, aliás, chegou a ser dado como morto pelos veículos de comunicação do governo central, no Rio de Janeiro - como forma de desestabilizar os rebeldes. O clube também contribuiu na "Campanha do Ouro", com troféus derretidos pela causa (embora não se saiba de quais conquistas) e doações (5.000$000, Correio de S. Paulo, 25/08/1932).

As atividades do clube, cessadas em 14 de julho, foram reiniciadas no dia 13 de Outubro de 1932 (Correio de S. Paulo, 10/10/1932).

Segue transcrito:

Em obediência ao apelo do Departamento de Educação Física de São Paulo
Comunicado Oficial do São Paulo Futebol Clube

Ficam avisados todos os interessados de que se acham suspensos, por tempo indeterminado, todos os exercícios deste clube.

De acordo com o apelo feito pelo Departamento de Educação Física de São Paulo, este clube deliberou iniciar imediatamente o alistamento de todos os seus associados que desejarem prestar seus inestimáveis serviços em defesa da sagrada causa do Brasil, a qual S. Paulo se consagrou de corpo e alma.

Para esse fim ficou constituída uma comissão composta dos srs. João da Cunha Bueno, Samuel de Toledo Filho e Luiz Marcondes de Moura, que se encontrarão à disposição de todos os associados, das 6 as 11 e das 13 as 18 horas, na sede social.

Aqueles que não puderem se alistar em nossa sede social poderão fazê-lo diretamente no Departamento de Educação Física, à rua 7 de Abril, 21.


sábado, 22 de julho de 2017

Gráfico de estádios oficialmente designados

Comparativo de tempo dos estádios oficialmente designados pelo São Paulo para mandar suas partidas desde a fundação do clube até a data de hoje.


Oficialmente, o Tricolor designou os seguintes estádios para uso como mandante nas federações estaduais.
  • Chácara da Floresta: 1930-1935, por 1935 dias;
  • Nenhum: 1935-1938, por 1217 dias;
  • Rua da Mooca: 1938-1940, por 624 dias;
  • Pacaembu: 1940-1960, por 7.432 dias;
  • Morumbi: 1960-2017, por 20.748 dias.
Obviamente, o artigo não considera estádios utilizados pontualmente. 


domingo, 16 de julho de 2017

Gráfico de Treinadores do São Paulo

O São Paulo FC foi fundado em 25 de janeiro de 1930. Hoje é dia 16 de julho de 2017. Diz o Excel que, assim, o Tricolor tem 31.949 dias de existência (mas o programa não considera justamente o dia de hoje, nos processos de contagem). Logo, são 31.950 dias, exatamente.

Se considerarmos, então, todos os comandantes em exercício no time são-paulino, efetivos ou interinos, podemos tabelar um ranking de quem mais tempo (em dias), esteve na função.

(clique para aumentar)

Os três primeiros, como se vê, juntos ficaram quase 25% dos dias da existência do Tricolor no comando do elenco. E os 10 primeiros representam, juntos, pouco mais da metade do tempo de vida do São Paulo.

Segue a relação completa

1º - Vicente Feola - 3743 dias, ou 11,72%
2º - Muricy Ramalho - 2180, ou 6,82%
3º - Telê Santana - 2121 ou 6,64%
4º - Jose Poy - 2021
5º - Joreca - 1627
6º - Cilinho - 1456
7º - Rubens Minelli - 949
8º - Osvaldo Brandão - 947
9º - Carlos Alberto Silva - 903
10º - Clodô - 813
11º - Paulo César Carpegiani - 653
12º - Jim Lopes - 642
13º - Nelsinho Baptista - 564
14º - Diede Lameiro - 547
15º - Ricardo Gomes - 513
16º - Sylvio Pirillo - 510
17º - Béla Guttmann - 504
18º - Armando del Debbio - 483
19º - Emerson Leão - 475
20º - Ramón Platero - 454
21º - Aymoré Moreira - 432
22º - Leônidas da Silva - 413
23º - Conrado Ross - 389
24º - Ney Franco - 366
25º - Oswaldo de Oliveira - 356
26º - Desconhecido - 348
27º - Formiga 2 - 347
28º - Levir Culpi - 347
29º - Mário Travaglini - 340
30º - Zezé Moreira - 335
31º - Flávio Costa - 334
32º - Interregnum/Sem Treinador designado - 331
33º - Darío Pereyra - 305
34º - Paulo Autuori - 303
35º - Armando Renganeschi - 289
36º - Eugênio Marinetti - 279
37º - Cuca - 263
38º - Alfredo Ramos - 242
39º - Edgardo Bauza - 232
40º - Pepe - 226
41º - Roberto Rojas - 225
42º - Amílcar Barbuy - 224
43º - Rogério Ceni - 204
44º - Mário Juliato - 197
45º - Caxambu - 193
46º - Oswaldo Alvarez - 169
47º - Oto Vieira - 163
48º - Cláudio Cardoso - 141
49º - Milton Cruz - 141
50º - Pablo Forlán - 140
51º - Juan Carlos Osorio - 128
52º - Ignác Amsel - 121
53º - Ariston de Oliveira - 111
54º - Tito Rodrigues - 111
55º - Carlos Alberto Parreira - 101
56º - Rubens Salles - 96
57º - Mário da Cunha Bueno - 95
58º - Adilson Batista - 93
59º - José Carlos Serrão - 85
60º - Remo Januzzi - 77
61º - Formiga 1 - 76
62º - Pupo Gimenez - 59
63º - Sérgio Baresi - 55
64º - Mário Sérgio - 49
65º - Décio Pedroso - 44
66º - Manoel Raymundo - 37
67º - Vail Mota - 37
68º - Waldir de Moraes - 37
69º - Doriva - 34
70º - João Chiavone - 33
71º - João Leal Neto - 27
72º - Pintado - 24
73º - Assad Zarzur - 15
74º - André Jardine - 8
75º - Dorival Júnior - 7
76º - Cosme Damião - 5
77º - Pita - 4
78º - Fernando Soares - 1
79º - Hélio José Maffia - 1

terça-feira, 11 de julho de 2017

Bandeira da Inauguração do Morumbi


Bandeirinha (ou flâmula) distribuída aos torcedores na inauguração do Morumbi finalizado, em 25 de janeiro de 1970. Na época, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo era o maior estádio particular do mundo, com capacidade para quase 150 mil pessoas. Foi superado pelo Nou Camp, do Barcelona, em 1982, quando este foi reformado para a Copa do Mundo daquele ano.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Timbre oficial entre 1936 e 1937


Era a marca oficial de todo documento do São Paulo entre 1936 e 1937, e era assim mesmo, na cor vermelha. Particularmente acho de uma engenhosidade brilhante, visto toda a limitação técnica e financeira da época, a tentativa de reconstruir o distintivo do clube em formas simples.

Tive que reproduzir a fonte na mão mesmo, visto que nenhum identificador (como o do site What the Font?) conseguiu reconhecê-la. Se alguém souber de que fonte se trata, ou mesmo encontrar uma semelhante, por favor, avise. Desde já, agradeço.

domingo, 9 de julho de 2017

Escudo do Grêmio Tricolor

Em "primeira mão", com exclusividade (rs), o escudo do Grêmio Tricolor.


O Grêmio Tricolor foi uma entidade criada dentro do São Paulo Futebol Clube em 9 de fevereiro de 1935, inicialmente com o objetivo de integrar grupos de sócios e promover atividades em prol do Tricolor, em um momento no qual já se discutia sobre fusões com outros times. Dessa mesma associação, anos depois, surgiu o Grêmio São-Paulino, que foi a primeira torcida organizada do Brasil e deu origem a Torcida Uniformizada do São Paulo, a TUSP.

Mas enquanto Grêmio Tricolor, a agremiação serviu de elo entre as duas fases de vida do São Paulo Futebol Clube, em 1935. Mesmo com a fusão com o CR Tietê, os são-paulinos rejeitaram a abandonar o escudo e a camisa tricolor, mantendo vivos os ideais do clube fundado em 1930. Em 4 de junho de 1935, tentaram reorganizar o São Paulo com a criação do Clube Atlético - que por insucessos em incorporar outras equipes, não vingou. 

Ambas as entidades, contudo, estiveram presentes na reorganização final do São Paulo Futebol Clube, no dia 16 de dezembro de 1935. Em verdade, como jornais da época demonstram, foi o próprio Grêmio Tricolor que convocou os são-paulinos para a assembleia. 

Mesmo com o renascimento do São Paulo, o Grêmio Tricolor não desapareceu imediatamente. Existem documentos que atestam as atividades do grupo ainda em 1937 e 1938. Certamente, foi em 1939, com Manoel Raymundo Paes de Almeida, que a entidade mudou de nome (Grêmio São-Paulino) e passou a se dedicar mais a eventos de torcedores, principalmente na coordenação de mosaicos e festas nos estádios em dias de jogos.

sábado, 8 de julho de 2017

Escudo do Deutscher Sport Club (Associação Alemã de Esportes)

Com exclusividade e pela primeira vez publicado em um veículo na internet, o logo do Deutscher Sport Club, também conhecido como Associação Alemã de Esportes.


Muitas lendas, principalmente boatos e calúnias imorais, surgiram nos últimos anos referentes a relação dos são-paulinos com essa antiga agremiação. Frutos de má-fé, até mesmo chegavam a confundir o nome da entidade, associando-a a outros clubes, como o Estrela (Stern) ou a AA Guarany, que não eram dessa região. Em verdade, a AA Guarany era do Tatuapé - e a história que tanto querem apregoar aos tricolores, pelo que documentos demonstram, tem mais a ver com outro time...

Enfim, o Deutscher Sport Club era da região do Canindé e foi incorporado pelo São Paulo Futebol Clube em 20 de março de 1942, após a própria entidade de imigrantes e descendentes de alemães decidir, no dia 13 daquele mês, em Assembleia Geral, se unir ao Tricolor.

Com a incorporação, os sócios dessa entidade cumpriram as normas impostas pelo governo central do Rio de Janeiro, regras de nacionalização dos estatutos (por causa da Guerra), e evitaram sanções administrativas. Ao passo que continuaram a praticar as modalidades esportivas em que mais se destacavam: handebol e natação, agora com as cores do São Paulo.

Poucos dias depois, 4 de maio, os são-paulinos passaram a ser parte do Tricolor do Canindé, quando o clube firmou contrato de locação do terreno daquele bairro com o proprietário (por usucapião), o sr. Aladino Vanucci. Antes, a área era alugada aos próprios alemães do Deutscher e também à Sociedade Alemã de Esportes Aquáticos.

Em 29 de janeiro de 1944, o São Paulo resolveu comprar de vez o terreno. Todas as parcelas da transação foram quitadas em 26 de janeiro de 1951.

Depois que o Tricolor adquiriu uma extensa área no Morumbi para erguer o grande estádio que sempre sonhara, o clube decidiu vender o Canindé a um conselheiro, o sr. Wadi Saddi: a transferência foi lavrada no dia 27 de maio de 1955. Os são-paulinos ainda permaneceram no local até 1956, quando Saddi repassou a área a Associação Portuguesa de Desportos.


sábado, 24 de junho de 2017

Titular em várias partidas consecutivas e substituído em todas

Relação dos atletas que foram titulares em jogos seguidos do Tricolor e que, em todos eles, acabaram sendo substituídos. Mínimo de cinco jogos.

10 vezes titular do time em 10 jogos seguidos sendo substituído em todas:
Souza - 1998

8 vezes titular do time, etc...
Jadson - 2012
Jadson - 2012 (sim, foram duas séries!)

7 vezes:
Washington - 2009
Hugo - 2009
Leandro - 2007
Marquinhos - 2004
Edu - 2000
Luis Carlos - 1997

6 vezes: 
Cueva - 2017
Bruno - 2015
Aloísio - 2013
Rivaldo - 2011
Dagoberto - 2010
Leandro - 2007
Ricardo Oliveira - 2006
Fabiano - 1997/1998
Neca - 1978
Paraná - 1972
Nicanor - 1969
Rodrigo - 1954

5 vezes: 
Cícero - 2017
Cueva - 2017
Daniel - 2016
Alexandre Pato - 2014
Fabrício - 2013
Cícero - 2011/2012
Marlos - 2011
Dagoberto - 2010
Dagoberto - 2009
Borges - 2009
Dagoberto - 2008
Borges - 2008
Dagoberto - 2007
Alex Dias - 2006
Danilo - 2004/2005
Nildo - 2004
Kleber - 2003
Adriano - 2001
Souza - 2001
Souza - 2000
Marcelinho Paraíba - 2000
Marcelinho Paraíba - 2000
Raí - 1999
Sandro Hiroshi - 1999
Carlos Miguel - 1999
Sierra - 1995
Lê - 1987
Mickey - 1977
Pedro Rocha - 1977
Piau - 1977
Serrão - 1976
Serrão - 1975
Piau - 1974
Piau - 1974
Silva - 1974
Faustino - 1968
Marin - 1950

A marca do recordista Souza:

12/08/1998 Camp. Brasileiro: 0 X 3 Botafogo-RJ (Marcelinho Paraíba)
16/08/1998 Camp. Brasileiro: 0 X 1 Sport-PE (Fabiano)
20/08/1998 Copa Mercosul: 1 X 5 Cruzeiro-MG (Sidney)
23/08/1998 Camp. Brasileiro: 1 X 3 Santos-SP (Dodô)
26/08/1998 Camp. Brasileiro: 6 X 1 América-RN (Marcelinho Paraíba)
30/08/1998 Camp. Brasileiro: 1 X 1 Ponte Preta-SP (Capitão)
03/09/1998 Copa Mercosul: 2 X 1 San Lorenzo-ARG (Capitão)
06/09/1998 Camp. Brasileiro: 0 X 1 Atlético-MG (Marcelinho Paraíba)
09/09/1998 Camp. Brasileiro: 2 X 1 Bragantino-SP (Fábio Aurélio)
12/09/1998 Camp. Brasileiro: 1 X 1 Vasco da Gama-RJ (Marcelinho Paraíba)

A série foi encerrada não por que ele tenha se mantido em campo no jogo seguinte, contra o Colo-Colo, mas sim porque não foi titular - nem jogou.

Ele somente voltou a ser titular em algum jogo no ano seguinte.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Maior número de jogadores estrangeiros por temporada


Até 2015, as temporadas com maior número de estrangeiros haviam sido 1940 e 1953, com seis jogadores cada:

  • 1940: Castagno, Juarez, Ponzoníbio, Záclis, Chemp e Squarza
  • 1953: Albella, Di Loreto, Martino, Moreno, Negri e Poy

Em 2016, tivemos oito atletas, quebrando o recorde que perdurou 63 anos : Calleri, Centurión, Mena, Wilder, Cueva, Lugano, Chavez, Buffarini.

Em 2017, são sete atletas, até o presente momento:

  • Lugano, Cueva, Chavez, Buffarini, Pratto, Gómez (e considerando Centurión, com contrato ativo no clube, mas fora do elenco).

Caso se confirme a contratação de Arboleda, 2017 igualará (com asterisco) 2016 em quantidade de estrangeiros.

Por outro lado, em nenhum momento mais de cinco estrangeiros frequentaram o clube ao mesmo tempo até 2016 (Em 1940, Ponzoníbio deixara o time em maio, que foi o mês em que Squarza chegou. Ponzoníbio e Castagno só atuaram a partir de julho; Em 1953, Moreno deixou o time em janeiro).

No ano passado, até meados de julho, haviam seis estrangeiros no elenco são-paulino: Calleri, Centurión, Mena, Wilder, Lugano e Cueva. No semestre seguinte, substituindo Calleri e Centurión, chegaram Chavez e Buffarini.

Esta temporada supera esta marca (novamente com asterisco), pois Centurión e Chavez, mesmo dispensado, têm contrato em vigor.

Contudo, em toda a história, o São Paulo não chegou a utilizar o atual número máximo de atletas estrangeiros permitidos em um jogo: cinco.

Agora vai?


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Mapas da Região do Morumbi em 1943 e 1952



(para ver o mapa completo, clique aqui)

Esse mapa, apresentado pelo site da Prefeitura Municipal, é justamente do período do início da construção do estádio (que teve a pedra fundamental lançada em agosto de 1952, tendo como primeiras obras a terraplanagem e escoamento do pântano).

A área um pouco abaixo do nº 4 indica bem o local onde é o terreno do São Paulo FC no Morumbi, e como nada havia na região até então. Nem mesmo a Av. Giovanni Gronchi existia ainda.

Algo interessante a se notar é que já existia Paraisópolis!


Um mapa mais antigo, de 1943, mostra a mesma região, desta vez em parte dentro da sub-prefeitura de Santo Amaro, que como se sabe, até 1935 era uma cidade autônoma e não meramente um distrito da capital. Nesse mapa se percebe que a região do Estádio do Morumbi hoje, seria, então, na cidade de Santo Amaro, caso esta não tivesse sido anexada.

O mapa do Morumbi hoje:







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